Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2025

O ano era 1999…

Imagem
Achávamos que o bug do milênio ia parar o mundo, que os anos 2000 seriam revolucionários, um novo século batendo na porta. E o cinema? Ele não ficou para trás. Todos os anos têm seus bons lançamentos, mas 99 sempre me chamou atenção. Foi um ano em que vimos produções que consolidaram os estilos dos anos 80 e 90 e, ao mesmo tempo, filmes que abriram novas formas de narrar uma história. ⚠️ Spoilers leves podem aparecer, mas convenhamos, esses filmes são de mais de 20 anos atrás. Em outubro, M. Night Shyamalan deixou o mundo sem ar com O Sexto Sentido. Mais do que um bom suspense, o filme redefiniu o conceito de “reviravolta” no cinema. A frase “eu vejo gente morta” atravessou a cultura pop, e quem assistiu lembra da sensação de sair do cinema repassando cada detalhe da história. Era um filme que brincava com a nossa percepção — e que até hoje continua funcionando. Mas se Shyamalan mexeu com a forma de contar, foi Matrix que mexeu com a forma de ver. Lançado em maio, trouxe filosofia, fic...

Nem todo mundo odeia a Taylor Swift pelo que ela faz — às vezes é pelo que ela desperta.

Imagem
Sobre emoções desconfortáveis, sentimentos que preferimos esconder e o espelho que a música nos mostra. Que a Taylor Swift tem vários haters não é novidade. Mas qual será o motivo disso, quando olhamos além do óbvio? Primeiro, os dois grupos mais previsíveis: 1️⃣ Quem conhece e realmente não gosta dela — seja pelas letras, pela voz, pelas escolhas musicais ou pessoais… enfim, não curte o produto ou a influência que ela exerce. 2️⃣ Quem ama odiar — sem critério, sem argumento. Nem vou me alongar. Mas o 3️⃣ terceiro grupo é o que mais me interessa: pessoas que odeiam as músicas dela porque se identificam… e não querem admitir. Muitas vezes, porque os sentimentos que ela descreve são desconfortáveis. São emoções que fogem do otimismo forçado tóxico que todo mundo espera hoje em dia — onde “ser grato” e “ser alegre” o tempo inteiro virou obrigação. Ansiedade, insegurança, culpa, ciúme… não há espaço para reconhecer esses sentimentos. (E um parêntese: sentir essas coisas não significa s...

Quem é o espelho da Katniss?

Imagem
 A teoria mais conhecida diz que Katniss é um espelho da Lucy Gray, mas e se não for isso?  E se... Sejanus Plinth for, na verdade, o verdadeiro reflexo da Katniss? Ambos são impulsionados por um senso profundo de justiça.  Ambos se recusam a jogar o jogo.  Ambos sentem demais. E Lucy Gray?  Ela tem a doçura encantadora de outra pessoa: Peeta. Ela canta, encanta, manipula quando precisa.  Sobrevive com beleza e mistério, mas nem sempre com clareza de intenção. Essa é a Teoria dos Espelhos! Os Jogos Vorazes se repetem em padrões. Não são as mesmas pessoas… mas os mesmos arquétipos. Katniss e Sejanus. Peeta e Lucy. Dois pares, duas formas de lutar, duas formas de sentir. Já tinha parado pra pensar por esse ângulo?

O bem e o mal precisam ser claros nos filmes?

Imagem
Sempre precisamos saber quem é do bem e do mal? Hoje estava conversando com uma amiga sobre a necessidade de existir o bem e o mal em séries e filmes, e cheguei à conclusão de que nem sempre isso precisa ser declarado. Às vezes, o que a gente precisa é entender que um personagem tem os dois lados dentro dele mesmo. Mas quando que a gente precisa ter o bem e o mal declarados? Acho que em histórias de fantasia, histórias épicas ou distópicas — como, por exemplo, Jogos Vorazes. E não se engane: não é como se eu achasse que histórias de fantasia ou distópicas não devam ter personagens profundos, com várias camadas. Eles podem ter, sim. Mas eu acho que nesse tipo de história, como a gente está diante de vários elementos diferentes, várias coisas novas que a gente precisa absorver e até aprender sobre aquele mundo, é importante que o bem e o mal estejam mais declarados. E onde o bem e o mal não precisam ser declarados? Por exemplo, numa série como This Is Us. Nesse caso, são os personagens q...

Opinião Furada | 2001: Uma Odisseia no Espaço

Imagem
Nem entendi, mas tô aqui escrevendo sobre. Nem sei se consigo escrever algo sobre esse filme. Eu tenho o hábito de tentar entender as possíveis simbologias (chatona né?) por trás dos filmes que assisto, mas esse... gente, nem consegui processar o que foi esse final. A propósito, o filme é de 1968, ou seja, não vou esconder spoilers — até porque, já deu o tempo, né. Se você, assim como eu, gosta de um  filme diferente e esquisito , você vai gostar desse. Se ainda não assistiu, dê uma chance — no mínimo, você estará incorporando um grande clássico à sua lista de filmes assistidos. Eu demorei muito tempo pra ver, esse filme é de 1968! E é muito legal reconhecer toda a influência que ele teve no mundo  pop  posteriormente. Até a abertura da  Barbie  é uma homenagem a esse título. Além disso, a trilha traz o que se tornou um clássico. Nos primeiros minutos, acompanhamos uma longa introdução com tela preta e música clássica, seguida de cenas praticamente mudas com os ...