Opinião Furada | 2001: Uma Odisseia no Espaço
Nem entendi, mas tô aqui escrevendo sobre.
Nem sei se consigo escrever algo sobre esse filme. Eu tenho o hábito de tentar entender as possíveis simbologias (chatona né?) por trás dos filmes que assisto, mas esse... gente, nem consegui processar o que foi esse final.
A propósito, o filme é de 1968, ou seja, não vou esconder spoilers — até porque, já deu o tempo, né.
Agora vamos acompanhar o grupo indo pra Lua ver a coluna que foi descoberta. Aparentemente ela tinha sido enterrada propositalmente, e isso fica assim, aberto mesmo. Ou pelo menos eu não compreendi o motivo de terem dado essa informação. Eles visitam o objeto. Uma das pessoas toca nele — assim como o macaco (afinal, somos humanos e não conseguimos deixar de tocar em algo; seguimos sendo o terror dos pais nas lojas). A galera vai tirar uma foto com uma câmera que hoje parece extremamente obsoleta, e ocorre um grande ruído. Cortamos pra outro local, 18 meses depois desse episódio, com uma nave indo para Júpiter — novamente, sem muita explicação.
Mas quero fazer uma pausa e falar um pouco sobre trilha sonora, ruídos e efeitos sonoros. Eu achei isso um dos grandes e maravilhosos acertos desse filme. Isso traz uma agonia totalmente diferente. Quando ouvimos apenas os ruídos do ambiente, a respiração do astronauta, o vazio… isso traz uma sensação de imersão para a cena, que quando uma música é adicionada, acaba tirando (nem sempre, mas muitas vezes). Achei essa experiência sem trilha de fundo muito mais interessante.
Voltando à nossa nave, somos apresentados a dois astronautas que mantêm a nave, a tripulação que está adormecida e HAL, a inteligência artificial. Esse é o miolo do filme. Mas parece que não ter ninguém dos 18 meses anteriores deixou um vazio aqui, e tivemos que reaprender a nos conectar com os personagens novamente. Eles mostraram se conectar com o HAL, mas me pareceu bastante um relacionamento onde eles sabem que é apenas um computador. Não há nenhum apego emocional — e que o HAL se comporta como se comporta porque foi programado dessa forma. Ao contrário do nosso comportamento com o ChatGPT, né? Onde acabamos imersos, pedindo obrigada, por favor, e adoramos quando ele solta uma risada de algo que falamos.
HAL traz uma preocupação com a missão, diz que algo está estranho, mas o astronauta acredita que está sendo apenas testado e não entra muito nesse papo. E eu acho que quando o HAL percebe que o astronauta não está entrando na fofoca, ele aponta um erro na nave que exige inspeção. Um dos astronautas vai fazer a inspeção (que, a propósito, é perigosíssima) e percebe que não há nada de errado. Ele volta e relata isso ao HAL. O HAL diz que talvez foi erro humano — afinal, geralmente é — e que é pra esperar falhar de novo, então eles vão ver (bem irritado o boy).
HAL percebe que querem desligá-lo parcialmente e deixar somente o que é necessário mesmo. Então ele começa o plano de eliminar os astronautas. Um astronauta acaba se perdendo no espaço porque se desconectou da cápsula. O outro vai salvar, consegue, mas então começa a conversa com o HAL e percebe que ele já sabia do plano de desligá-lo e que está pistola com isso. Ninguém mais vai voltar pra nave e deu.
O astronauta larga o outro lá rolando no espaço, faz um plano com explosivos e consegue voltar pra nave. Vai direto apagar a memória do HAL, que implora para isso não acontecer e diz que está com medo. Se eu fosse o astronauta, tinha caído nessa armadilha fácil, fácil. Zero instinto de sobrevivência. O HAL fala que foi criado em 92 e que a primeira coisa que aprendeu foi uma música.
Então entramos na era clipe do Pink Floyd. Várias coisas acontecem, muitas delas devem ter sido inspiração pro Windows Media Player. São várias transições por vários motivos. E não se engane, não tô reclamando não — como disse, adoro um filme esquisito. Nesse momento tentei tirar algum senso das cenas e acho que não consegui. Mas me pareceu, em alguns momentos, ter um bebê sendo concebido. Poderia ser o bebê do final? Um olho... daí corta pro olho do astronauta. Florestas, redes etc. Enfim, de tudo.
Então acabamos naquele quarto com móveis antigos e que parecem extremamente caros, com aquele chão iluminado e totalmente futurista, e o nosso astronauta passando por todas as fases da vida até a velhice. Depois aparece um bebê na cama, ainda dentro da bolsa.
Outros aspectos que me chamaram a atenção (e seguem como enigmas) foram: as pessoas que enviavam mensagens pra tripulação estavam vestidas como se fosse décadas atrás, o que destoa totalmente do restante do filme. Também é curioso ver o que achavam que era moderno na década de 60: ninguém previu no filme o touchscreen, todo mundo usava botões ou comando de voz. Pra fazer uma ligação, foi usado um cartão.
Você tem essas respostas? Discorda da minha opinião furada? Conta aí (mas vamos ser legais na hora de comentar né? 🩷)
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