O bem e o mal precisam ser claros nos filmes?

Sempre precisamos saber quem é do bem e do mal?

Hoje estava conversando com uma amiga sobre a necessidade de existir o bem e o mal em séries e filmes, e cheguei à conclusão de que nem sempre isso precisa ser declarado. Às vezes, o que a gente precisa é entender que um personagem tem os dois lados dentro dele mesmo.

Mas quando que a gente precisa ter o bem e o mal declarados? Acho que em histórias de fantasia, histórias épicas ou distópicas — como, por exemplo, Jogos Vorazes.


E não se engane: não é como se eu achasse que histórias de fantasia ou distópicas não devam ter personagens profundos, com várias camadas. Eles podem ter, sim. Mas eu acho que nesse tipo de história, como a gente está diante de vários elementos diferentes, várias coisas novas que a gente precisa absorver e até aprender sobre aquele mundo, é importante que o bem e o mal estejam mais declarados.

E onde o bem e o mal não precisam ser declarados? Por exemplo, numa série como This Is Us. Nesse caso, são os personagens que vão ter os seus altos e baixos, são eles que vão encarar o bem e o mal que existem dentro deles. Numa série assim, ter um bem e um mal declarados não faz sentido. Porque ali a gente está se vendo. Ali, muitas vezes, a gente conhece aquela história. E quase sempre, a gente conhece aquele sentimento.



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