Nem todo mundo odeia a Taylor Swift pelo que ela faz — às vezes é pelo que ela desperta.
1️⃣ Quem conhece e realmente não gosta dela — seja pelas letras, pela voz, pelas escolhas musicais ou pessoais… enfim, não curte o produto ou a influência que ela exerce.
(E um parêntese: sentir essas coisas não significa sair descontando nos outros. O ponto é reconhecer que elas existem. O problema não é senti-las, mas o que fazemos com elas.)
Em You’re Losing Me (Midnights), ela retrata o fim iminente de uma relação e se autoavalia de forma brutal, admitindo que também não se casaria consigo mesma e que é uma “pessoa que quer agradar todo mundo o tempo todo”. Essa é uma dor muito específica para quem percebe que vive para agradar os outros… e se dá conta disso tarde demais.
Em happiness (Evermore), ela diz: “I hope she’ll be a beautiful fool who takes my spot next to you / No, I didn’t mean that”. Em tradução livre: “Espero que ela seja uma linda boboca que ocupe o meu lugar ao seu lado / Não, eu não quis dizer isso”. É o tipo de pensamento que a gente não quer ter — e menos ainda verbalizar. Quando uma música te lembra de algo que você já pensou ou falou sem querer, pode doer exatamente onde você não queria que doesse.
Já em tolerate it (Evermore), ela expõe como pode ser devastadora a sensação de ser invisível para alguém que amamos. “I made you my temple, my mural, my sky” — “Eu fiz de você meu templo, meu mural, meu céu” — e, depois, perceber que está implorando para ter apenas uma nota de rodapé na história de vida da outra pessoa.
💕 E vale um lembrete final: existem muitas razões pelas quais alguém pode não gostar da Taylor Swift — e todas elas são válidas para quem as sente. Tá tudo certo. O objetivo aqui não é desmerecer essas opiniões, mas falar de um recorte específico: o desconforto que surge quando damos voz a sentimentos que preferimos manter escondidos.
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